Radio Difusora Cristal de Quixeramobim

Fale Conosco
(88) 3441-1516

Depois da tempestade, vem 2015

Após um ano de resultados fracos, o cenário previsto para a economia brasileira em 2015 não é animador.

29 de dezembro de 2014

Imprimir

Após um ano de resultados fracos, o cenário previsto para a economia brasileira em 2015 não é animador. A expectativa é de baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), alta do dólar, dos juros, e inflação acima do teto da meta oficial. “O ano de 2014 não vai terminar em 31 de dezembro”, diz o economista Cláudio Ferreira Lima sobre o impacto dos problemas econômicos do País nos próximos meses. 

De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central (BC), a projeção para a inflação em 2015 (medida pelo IPCA) foi de 6,54%, pela primeira vez acima da meta (6,5%). Para os economistas de instituições financeiras consultados pelo BC, a taxa básica de juros (Selic) deverá fechar 2015 em 12,5%, o PIB com 0,55% de crescimento. E o dólar a R$ 2,75.

Em outro ritmo
Apesar do cenário adverso, a perspectiva é de que a economia cearense apresente melhores indicadores no próximo ano. “O Ceará está com uma dinâmica diferente da economia nacional”, diz o economista Ricardo Coimbra. 

Desde 2008, o PIB do Estado cresce a taxas superiores à média nacional o que, para Coimbra, é fruto, principalmente, de investimentos feitos em infraestrutura pelos últimos governos. “São investimentos que estimulam a economia como um todo, principalmente na parte de serviços, que representa cerca de 70% do PIB estadual”, diz. 

Por outro lado, necessidade de ajustes fiscais por parte do Governo Federal deverá reduzir a oferta de novas linhas de crédito para investimentos nos estados em geral. “2015 vai ser um ano de aperto, com políticas fiscais mais rígidas. E para conter a inflação, a taxa de juros vai subir. Com isso, cai o investimento e, consequentemente, cai o emprego”, diz o consultor internacional, Alcântara Macêdo. 

INDÚSTRIA
No setor da indústria (22% do PIB estadual), o Ceará tem sofrido com a concorrência de produtos importados, em particular os chineses, nos setores têxtil e de calçados. “É uma questão mais difícil de ser resolvida”, diz Cláudio Ferreira Lima. Apesar da perspectiva de mais um ano difícil em 2015, o início das operações da Companhia Siderúrgica do Pecém, previsto para o 2º semestre, anima o setor. Mas os resultados só devem aparecer em 2016. “Com o Pecém, criamos boas condições para avançar nos próximos anos”, avalia o economista. 

AGROPECUÁRIA
Com volumes de chuvas abaixo da média, o setor agropecuário cearense, que tem uma participação de menos de 5% no PIB do Estado, vem sofrendo desde 2009. E até que as obras da transposição do rio São Francisco não sejam concluídas, não há expectativa de melhoria. “Se você investir hoje em agricultura, o retorno é muito pequeno. Temos uma limitação muito grande nessa área, que é a água, e por isso não temos competitividade no mercado nacional”, diz o consultor Alcântara Macêdo.

O Povo.

OUTRAS MATÉRIAS DA SEÇÃO Geral

Radio Difusora Cristal de Quixeramobim - 45 Anos No Ar
Rua: Monsenhor Salviano Pinto, 71 - Centro - Quixeramobim/CE
(88) 3441-1516 - [email protected]

© 2007-2018 Rádio Difusora Cristal | Todos os Direitos Reservados

Desenvolvido por JMultimídia